Mostra de artes abre neste domingo

A mostra “Olhar Feminino”, abre a programação do VIII Festival Rock Feminino e tem início neste domingo, a partir das 20 horas, no Casarão da Cultura, em Rio Claro e reúne produções em fotos e vídeos de artistas plásticas do Brasil e América Latina abordando o olhar da mulher contemporânea sob diversos aspectos do cotidiano, sob curadoria do renomado artista multimídia Jose Roberto Sechi.

Sechi é artista visual, poeta, mail-artista, e performer. Edita a revista de arte postal “Pense Aqui” e dirige o espaço alternativo Sechiisland, com uma micro galeria para exposições de arte contemporânea, uma biblioteca especializada em arte e publicações experimentais e a editora samizdat “Edições 100”.

Como artista visual e poeta, além de ter participado de diversas exposições coletivas, foi selecionado em numerosos salões de arte, concursos de poesia e antologias literárias, recebendo 53 prêmios. É também autor de 14 livros de poesia e poesia visual, publicados pela editora samizdat “Edições 100”.

Entre as artistas participantes da Mostra seis são da argentina, entre elas: Gabriela Alonso, Andrea Cárdenas, Soledad Sanches Goldar, Nelda Ramos, Claudia Ruiz Herrera e Verónica Meloni. Participa também a chilena Marisa Niño e a uruguaia Rosalinda Polez Etcheverria.

Entre as brasileiras estão: Letícia Tonon, Lídia Christofoletti, Flávia Fernandes Regina Pinto e Fernanda Tosini.

Na abertura da exposição também será lançada a Antologia Rock Feminino, CD com 260 músicas em mp3 das bandas femininas que se inscreveram no festival ao longo desses oito anos.

A banda Burning Symphony, de Rio Claro, se apresenta no dia executando o melhor do Rock’n’roll de forma inusitada: com harpa, violões e violoncelo.

A mostra pode ser vista de segunda a sexta-feira das 8 às 18 horas. O Casarão da Cultura fica na Avenida 3, esquina da Rua 7.

A 1ª Mostra de Artes Plásticas organizada pela Rock Feminino Produções é uma parceria com o Grupo Auê de Cultura e Artes que dispõe, em seu cast, de vários artistas associados.

MULHERES PARTICIPANTES

Andrea CárdenasAndrea Cárdenas nasceu em Zárate, Argentina, em 1970. É licenciada em Artes Visuais pela IUNA. É docente da Universidade do Cinema e professora titular da Universidade de Palermo. Desde 1987 expõe suas obras no seu país e no estrangeiro. Realizou as mostras individuais: em 1996 “Objetos Gráficos”, no Centro Cultural ecoleta e em 2001 “Clone Patente”, na Casa da Cultura Da Avellaneda. Em 2007, “série de cajas/objetos”, no Museu Argentino de Ciências Naturais. Coorganizou “Mutações” 2007, Intercâmbio Chileno Argentino de Performance, no IUNA. Realizou performances na Argentina, Brasil e Uruguai. Atualmente dedica-se a investigar no campo das interlinguagens: Objetos, instalações, performances, gráfica experimental, poesia visual-experimental, fotografias e vídeos.

Claudia Ruiz Herrera nasceu na argentina em 1975. É Criadora, Organizadora, Professora e investigadora pessoal em história da Arte e de performance. Convidada por Reciclar Evento organizou as performances, “Obra com Sobras” no Jardim Botânico Carlos Thays, Buenos Aires, em novembro de 2007. Foi coorganizadora do Evento de Performance “Mutações”, no Instituto Universitário Nacional de Arte IUNA, em junho de 2007. Atualmente dirige e edita o sítio virtual artenumen, informativo relacionado à performance, arte postal e encontros culturais. Entre as atividades que desenvolve relacionadas com a performance se encontram: palestras, oficinas, conferências e organização de encontros de Arte.

Fernanda Tosini é formada em Letras e colaborou para os jornais “Gazeta do Povo” e “O Jornal”. Em 2008, participou da exposição fotográfica denominada ‘Focus na Praça’, idealizada por Jaime Leitão. Atualmente participa do grupo “Kino-Olho”, onde desenvolve pesquisa acerca da história do cinema, roteiros de adaptações literárias e colabora com artigos para a revista mensal “Cinema Caipira”.

Flávia Fernandes é artista multimídia e participa de mostras individuais e coletivas em Museus, galerias, centros culturais, desde 1975. Frequentou a Escola Brasil e é Graduada pela FAAP, SP e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nos últimos anos tem realizado diversas intervenções na paisagem urbana e natural, em certames nacionais e internacionais, como no largo Victor Meirelles em Florianópolis e Bayennale de São Frâncico, California. Além disso, tem realizado vídeos, gravuras em metal, desenhos e pinturas. Vem participando de mostras dentro e fora do país, como a London Biennale, individual na galeria Candido Portinari, da embaixada de Roma, conferência e intervenção urbana na Universidade de Edinburgo. Faz algumas curadorias como as do Festival de artes plásticas de Governador Celso Ramos e do grupo italiano de performances, Grupposinestético no Mis e Palácio Cruz e Sousa. Ministra cursos em seu ateliê e ministrou cursos no CIC na UDESC e Universidade Federal.

Gabriela Alonso nasceu em Quilmes, província de Buenos Aires no ano de 1963. No princípio dos 90 se formou pela escola de Belas Artes Carlos Morel, como professora superior em pintura e gravura. Realizou a extensão universitária em arte contemporânea e docência no Instituto Universitário Nacional de Artes de Buenos Aires (IUNA). Desde o ano de 1986, participa de exposições coletivas e individuais dentro e fora de seu país. Foi selecionada para participar do Encontro Internacional de arte de Ação no Quebec, Canadá; do projeto Al Zurich, Quito, Ecuador; do Desformes – Encontro Internacional de Arte de Performance, Chile; em que é atualmente a curadora. No ano 2004 inaugurou o espaço Zonadearte. www.gazonadearte.com.ar.

Ieda Genizelli, 21 anos, reside em Santa Gertrudes. Formou-se em Artes Visuais Licenciatura Plena em 2009. Participou no ano de 2008 de exposições coletivas em Rio Claro no “XXVII Salão de Artes Plásticas de Rio Claro”, em Limeira, na Oficina Cultural Regional Carlos Gomes em “Pesquisas Estéticas” e em Araras na seleção estadual do Mapa Cultural 2009/2010. Em grupo, produziu vários curtas-metragens como “Migração “e “Santa Água” (documentário), “Boa Morte” (experimental/super 8), “Xilogravando” e  “Do Grafite ao Graffiti” (animação/ stop motion) sendo o último exibido no Anima Mundi, em 2009. Atualmente é professora de Artes na rede municipal da cidade onde mora.

Letícia Tonon é artista multimídia. Apresentou seus trabalhos em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Argentina e Bolívia. Graduada em “Artes Visuais” e pós-graduada em “Ensino, Arte e Cultura” pela ECA/USP. Já foi selecionada em vários festivais de cinema nacional e premiada pelo projeto Revelando os Brasis – Ministério da Cultura. Recebeu também o Prêmio de Melhor Fotografia no Festival Internacional de Cinema de Itu com o filme “O Bilhete”. Fez produção executiva dos vídeos: “Xilogravando”, “Santa Água”, “Migração” e “O Circo Chegou” (este último também premiado pelo – Ministério da Cultura), e é responsável pelo espaço Ateliê Pé Vermelho, em Santa Gertrudes, galeria e escritório de arte, além de integrante do Grupo KINO OLHO de cinema.

Lídia Christofoletti nasceu em São Bernardo do Campo e morou dos três aos dezoitos anos de idade em Rio Claro. Estudou Artes Cênicas na Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde participou das performances: “Isto Não é um Protesto”; “Praça do Choro”; “Prende-Dor” na III Semana de Artes Visuais – UEL e da performance solo autobiográfica “Pela Cafonice de Se Dizer Coisas das Entranhas”. Ainda em Londrina/PR participou como atriz e diretora da peça teatral: “Arlequim Servidor de Dois Amos” e como atriz da peça teatral “Bestiário”. Atualmente reside em São Paulo/SP onde é integrante do grupo teatral: “Hangar de Elefantes” e participou como atriz e criadora da intervenção teatral “Vende-se” na Vila itororó (Bexiga).

Marisa Niño nasceu em Santiago, é fotógrafa profissional e Artista Visual com estudos anteriores de Licenciatura em Arte, e Menção em Pintura. Durante um ano foi fotógrafa de pavilhão da Clinica Indisa, em Santiago do Chile, além da realização de direção de fotos em curta-metragens da Escola de Cinema. Atualmente continua com fotografias de pavilhão, e se prepara para postular ao cargo de fotógrafa forense dentro da Polícia de Investigações do Chile.

Nelda Ramos nasceu mulher em 4 de outubro de 1977, na Argentina. É artista multimídia, e artista performática. Dá aulas de arte na universidade e em escolas secundárias. Se interessa, sobretudo, pela dinâmica das relações com os outros. Durante 2010 toda sua obra apóia-se no amor. Organiza, junto com Gabriela Alonso, Zonadeartenacción (Performance, Foto e Vídeo Ação) desde o ano de 2006, e o Intercâmbio  e Processos Artísticos com  Mónica García.

Regina Pinto é natural do Rio de Janeiro e destaca-se como pesquisadora e artista visual.  A partir de 1997 passou a interessar-se pela arte na web. Acredita que uma das boas características da globalização é o fato de permitir a troca de experiências artísticas em âmbito nacional e internacional.

Atualmente vive, ama e acredita em net.art. Quase todo o seu trabalho como artista ou curadora é voltado para a web. Nela tem recebido prêmios e participado de exposições importantes.

Rosalinda Polez é Narciso ou Estratégia do Vazio. “Narciso é o símbolo de nosso tempo, converteu-se em um dos temas centrais da cultura. O narcisismo aparece como um novo estado do indivíduo, no qual se relaciona com ele mesmo e seu corpo, hedonista e permissivo desprovido dos últimos valores sociais e morais que coexistiam. A própria esfera privada troca de sentido, exposta unicamente aos desejos cambiantes do indivíduo”. “Não existe tal guerra dos sexos, a não ser o fim do mundo do sexo e suas oposições codificadas. A sedução feminina, misteriosa ou histérica, deixa passo a uma auto-sedução narcisista que homens e mulheres compartilham por igual, sedução fundamentalmente transexual”. “A Era do Vazio” de Lipovetsky

Soledad Sánchez Goldar nasceu na Capital Federal, Argentina, no ano de 1977, mas reside e trabalha em Rio Ceballos, Córdoba. Cursou Licenciatura de Teatro na Universidade Nacional do Córdoba, onde participou de oficinas de performance com  Guillermo Gómez Penha, Regina Galindo, Carlos Zerpa e Bartolomé Ferrando. Atualmente trabalha com objetos, fotografia e vídeo e seus trabalhos foram exibidos em espaços urbanos e em eventos vinculados às artes como: Festival Open Art Beijing, na China; Bienal Internacional de Performance Desformes, Chile; Centro Cultural Espanha Buenos Aires e Centro Cultural Espanha Córdoba, na Argentina; Goethe Institut de Bogotá, Colômbia e Teatro Mouson de Frankfurt, Alemanha.

Verónica Meloni nasceu no ano de 1974 em Córdoba, Argentina. Até o ano de 2007, dedicou-se à gráfica. Cansada de produzir obra-matéria se autoexilou para sempre das artes visuais. Há mais ou menos quatro anos faz performances por desejo e necessidade. Desde então, participa de eventos e festivais em todo o mundo.

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